quarta-feira, 30 de julho de 2008

Refugio


Abriguei-me porquê assim precisava
Melancolia cercou-me
Pura era ela
Intensa se alastrava
A distancia essa sim me assombrava
Esquece-la não bastava

Hipocrisia estava lá
Rodeava os quatro cantos
Me convidou para seus prazeres
Frios eram seus prantos
Rancor grande era meu maior encanto
Procurei abrigo
Refugiei-me no seu relato

Esperança minha perdida ia
ao lado do tumulo meu
Perto do carinho teu
Frente ao orgulho nosso
Deixado pelo amor fragmentado
Sepulcros limpos e belos
Vermes comiam os sentimentos que um dia foram sinceros

quarta-feira, 16 de julho de 2008

surdez

Quem sabe venhas dizer que me amas
Viras talvez falar de outras pessoas
Viras falar do nada
Falaras para mim nada
O problema que causou
Já me fez cansada
Escuto de ti mais nada
até de pensar que escutei cansei
Escutar você é deserto ermo, voluto, devoluto
Nômade vagabundo

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008

A certeza da mentira


Definida a vida por sua singularidade
tu arredio desde de pequeno
defeito que calcou tudo que até por hora ele não acreditou
Falou de fé e Filosofia
Falou sereno tudo o que queria

Acreditava em algo
Confiava no querer
Eu
Eu nunca soube o que era saber
Acreditava que era Único
Entendia como a vida sugere os caminhos do mundo
Eu
Eu nunca entendi o que era o entender

A verdade é pra mim
A mentira é pra você
A verdade é feita você
A mentira é feita de mim
A verdade da mentira somos nós

E a certeza que resta
é que essa vida de dissimulações não cessar
A própria vida não me valha
A própria vida perde sentido

Caminha
Caminha com a certeza da culpa
Aprende
Aprende a escutar todas as linguas
Caminha
Caminha que eu não vou repetir
Aprende
Aprende que não cansarei de ti
Caminha
Caminha que eu não volto atrás
Aprende
Aprende que o que eu deixei não quero nunca mais