quarta-feira, 30 de julho de 2008

Refugio


Abriguei-me porquê assim precisava
Melancolia cercou-me
Pura era ela
Intensa se alastrava
A distancia essa sim me assombrava
Esquece-la não bastava

Hipocrisia estava lá
Rodeava os quatro cantos
Me convidou para seus prazeres
Frios eram seus prantos
Rancor grande era meu maior encanto
Procurei abrigo
Refugiei-me no seu relato

Esperança minha perdida ia
ao lado do tumulo meu
Perto do carinho teu
Frente ao orgulho nosso
Deixado pelo amor fragmentado
Sepulcros limpos e belos
Vermes comiam os sentimentos que um dia foram sinceros

quarta-feira, 16 de julho de 2008

surdez

Quem sabe venhas dizer que me amas
Viras talvez falar de outras pessoas
Viras falar do nada
Falaras para mim nada
O problema que causou
Já me fez cansada
Escuto de ti mais nada
até de pensar que escutei cansei
Escutar você é deserto ermo, voluto, devoluto
Nômade vagabundo