segunda-feira, 3 de agosto de 2009

O pó de que sou feita



Então és capaz de ouvir minha alma
de sentir meu choro
As lágrimas minhas já criaram um oceano, solapado na entranha minha
Afogaram-me
E ainda não percebi que falta o ar em meus pulmões
até tu vistes, tu que nunca me enxergou
Sou completa
Sou completa e sozinha
Sou sozinha para juntar os pedaços meus
Sozinha recomponho os pedaços meus que transformam em poeira
Poeira minha que corre o cosmo do meu Eu
Infinito e vago brilhou, correu, juntou, Fluiu, sumiu   
se esvai pelo corpo meu, todos os pedaços que juntos eram a poeira
A poeira que era Eu

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